About Me
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"Às vezes em sonho triste Nos meus desejos existe Longinquamente um país Onde ser feliz consiste Apenas em ser feliz"
(Fernando Pessoa)
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Interests
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música & livros (os meus anestesiantes da vazia realidade que me consome por dentro... os meus pós de magia na procura de um mundo feérico!)
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Favorite Music
* já vistas: AC/DC. Arcade Fire. Bad Religion. Bryan Adams. The Chemical Brothers. Clã. Coldplay. The Cure. Dalai Lume. David Fonseca. Deftones. Dido. Depeche Mode. Duran Duran. Emir Kusturica. Evanescence. Foo Fighters. Franz Ferdinand. The Gift. Gogol Bordello. Green Day. Guano Apes. Guns n' Roses. Ill Niño. Incubus. Iron Maiden. Linda Martini. Linkin Park. K2O3. Kaiser Chiefs. The Killers. Korn. Kumpa'nia Al-Gazarra. Mad Caddies. Mafalda Veiga. Mata-Ratos. Metallica. Moby. Moonspell. Muse. Nine Inch Nails. NOFX. The Offspring. Pearl Jam. Pennywise. Peste & Sida. Placebo. Portishead. The Prodigy. Quim Barreiros. Rage Against The Machine. Rammstein. Red Hot Chili Peppers. Scorpions. Sigur Rós. Slipknot. The Smashing Pumpkins. Soulfly. Strike Anywhere. System Of A Down. Tara Perdida. Táxi. 3 Doors Down. Tony Carreira. Underworld. Wim Mertens. Yann Tiersen.
* a ver: a-ha. Censurados. The Cranberries. Human League. Jewel. K's Choice. Lagwagon. Lene Marlin. Mew. Natalie Imbruglia. Papa Roach. Pink Floyd. Rancid. Rise Against. Spineshank. Staind. The Strokes. Sum 41. (nem todas as bandas estão juntas... mas a esperança é a última a morrer!)
* a ver (numa dimensão alternativa): Amália. Bob Marley. Nirvana. Queen.
Música preferida: Pachelbel - Canon In D Wim Mertens - The Fosse Tara Perdida - Vida É Só Uma (Esta E Mais Nenhuma) Muse - Muscle Museum Mafalda Veiga - Um Pouco De Céu
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Favorite Movies
* Braveheart [1995] * Le Fabuleux Destin D' Amélie Poulain [2001] * The Butterfly Effect [2004] * 21 Grams [2003] * Big Fish [2003] * Dead Poets Society [1989] * Gladiator [2000] * Shakespeare In Love [1998] * The Shawshank Redemption [1994] * Fight Club [1999] * Seven [1995] * La Tigre E La Neve [2005] * La Vita È Bella [1997] * Good Will Hunting [1997] * Closer [2004] * Notting Hill [1999] * Love Actually [2003] * Déjà Vu [2006] * Before Sunrise / Before Sunset [1995/2004]
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Favorite TV Shows
* House MD * How I Met Your Mother * Roswell * Friends * The Big Bang Theory * Horizontes da Memória, A Alma e a Gente, e tudo o que o Prof. José Hermano Saraiva faz * o Tour de France, na Eurosport, comentado pelo Olivier
(a televisao é, para mim, um objecto dispensável...)
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Favorite Books
* Fazes-me Falta, de Inês Pedrosa [2002] * O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry [1943] * Tudo O Que Temos Cá Dentro, de Daniel Sampaio [2000] * Ensaio Sobre A Cegueira, de José Saramago [1995] * Memorial Do Convento, de José Saramago [1982] * Cem Anos De Solidão, de Gabriel García Márquez [1967] * O Perfume, de Patrick Süskind [1985] * Margarita E O Mestre, de Mikhail Bulgakov [1966] * As Velas Ardem Até Ao Fim, de Sándor Márai [1942] * Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley [1932] * O Nome Da Rosa, de Umberto Eco [1980]
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Favorite Quote
"A mais bela das tristezas é a felicidade com lágrimas nos olhos." (Fernando Alvim - No Dia Em Que Fugimos Tu Não Estavas Em Casa)
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hi5 Games
Delfim hasn't played any games recently.
Journal
Lembro-me que abri a porta e tu estavas, sozinha, a chorar. Não era um choro desabrido e incontrolável, antes um choro contido, quase moribundo, como o de alguém que já não tem gotas de água para insuflar de tristeza e deixar escorrer pelos trilhos marcados no rosto. Ao teu lado, as almofadas espalhavam-se, desarrumadas por uma dor que te dilacerava os sentidos. As folhas de papel, amarrotadas, pareciam ter sofrido, indefesas, um qualquer complexo teste de resistência molecular. As fotografias sucediam-se, rasgadas, como memórias dilaceradas do nosso amor que as máquinas fotográficas, imprecisas e insensíveis, nunca conseguiram guardar na totalidade. Todas as outras lembranças do que éramos encontravam-se pelo chão, partidas, esventradas, mortas, algumas junto à parede, agora nua, em que ainda restavam marcas de onde fazias questão de nos guardar aos dois, juntos e indivisíveis, num altar ao nosso amor que dizias não conseguir explicar racionalmente. Apenas amor e pronto. Lembro-me que me cheguei a ti, de mansinho, e te comecei a limpar as lágrimas com os polegares. Limpei-as uma a uma, calmamente, sem pressa, procurando guardar em mim o momento e a dor. Senti os teus sulcos de sal apagarem-se, como por magia, no contacto com a minha pele áspera, e os teus olhos perderem o vermelho que os povoava, até restar apenas o azul que sempre me deixou desarmado. Aquele azul com que me seduzias sempre que querias que eu fosse contigo ao cinema, para veres um filme de terror agarradinha a mim e dares gritinhos no meu ouvido. Aquele azul em que eu via o mar e o céu, o arco-íris e as estrelas. Lembro-me que sorriste. E esse teu sorriso aqueceu-me mais que o sol que brilhava lá fora naquela tarde de um julho infernal, em que as pessoas se escondiam em casa e as árvores se transformaram em cinza um pouco por todo o lado. Os teus olhos, sempre os teus olhos, fecharam-se durante alguns segundos, para mim eternos, e abriram-se, luminosos, mostrando-me o fundo da tua alma. A tua boca, ainda que tenuemente, esboçou palavras ininteligíveis, mas que eu senti no mais fundo de mim. O teu sorriso conseguiu, finalmente, escavar as duas covinhas onde eu sempre me aconcheguei, enroladinho em ti. Lembro-me que te beijei. Um beijo ainda molhado pelas últimas lágrimas que ainda vagueavam pela tua cara (afinal não as tinha conseguido matar todas!), mas que foram absorvidas pelos meus lábios carentes, sequiosos. Sei que te beijei com uma força vinda cá do fundo e que eu julgava não ter, tentando guardar-te dentro de mim, tentando empurrar-te, com força, para o meu coração, onde vivias desde sempre, e daí para a corrente sanguínea, para insuflares as minhas células com a energia que eras tu. Sei que, nesse momento, eras tudo em mim. Corpo e alma. Matéria e pensamento. Células e sinapses. E sei que não consegui resistir e procurei transformar-me em ti. Lembro-me que fizemos amor. Que o sentimos desabar sobre nós com uma força incontrolável. Que eu te despi desenfreadamente e te percorri o corpo, sôfrego, procurando tocar no mais fundo de ti. Lembro-me que tu me despiste depois, metodicamente como sempre, e me perscrutaste o corpo, cada poro da minha pele, com a minúcia que sempre me fascinou em ti. Sei que, nessa tarde, estar contigo, dentro de ti, fundido em ti, foi algo indizível, intraduzível, irrepetível. Pleno de força e magia. E sei que senti o estertor do que fomos chegar violento, deixando um rasto inapagável dentro de nós. Lembro-me que me beijaste uma última vez. Um último beijo, novamente molhado pelas lágrimas que ressurgiram, imparáveis e incontidas. Lembro-me que te vestiste, de olhos fechados, e que saíste sem dizer nada, sem olhar para trás, fechando a porta para sempre. Lembro-me que fechaste a porta e eu fiquei, sozinho, a chorar. Aos 14 de Janeiro de 2009 Delfim Oliveira
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hi5 Gifts
Delfim has no unwrapped gifts.
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( ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY )
Outras estrelas aparecem na nossa vida, que nos fazem uma mistura de sentimentos e que nos iluminam o olhar com algumas palavras perdidas numa folha...
So para desejar uma boa noite :)